
.- Não. Tu não tem (nepotismo) cruzado, tu não tem nada disso. Se tiver que, de alguma forma, ter uma atitude, tiver que sair mesmo, ele já me disse que o lugar é meu, que eu boto quem eu quiser. Aí a gente bota tua (trecho inaudível, possivelmente ele diz mãe), alguma coisa dessas - disse Fernando para o filho em 27 de agosto de 2008.
João, que apesar de não ter curso superior recebia um salário de R$ 7,6 mil, foi demitido em 3 outubro por meio de um ato secreto. Menos de um mês depois, porém, a mãe dele, Rosângela Terezinha Gonçalves, assumiu o cargo.
Procurado pela reportagem, o presidente do Senado não quis comentar o caso. Já Fernando Sarney afirmou que não há "qualquer ilegalidade" na sua conversa e que não comentaria o caso porque o diálogo foi obtido por meio "de vazamento criminoso de inquérito que tramita sob segredo de Justiça".
Em agosto, Fernando conseguiu na Justiça impedir que o jornal "O Estado de S.Paulo" publicasse reportagens com informações da Operação Boi Barrica, da PF. O pedido de censura prévia ocorreu depois que o jornal divulgou conversas em que o empresário aparecia negociando a contratação do namorado da filha por um ato secreto do Senado. Numa das gravações, foi revelado ainda o envolvimento de José Sarney no esquema.
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